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Alzheimer

  • Foto do escritor: Dra Priscila Mimary
    Dra Priscila Mimary
  • 2 de abr.
  • 10 min de leitura

Atualizado: 3 de jul.

Esquecimentos frequentes nem sempre fazem parte apenas do envelhecimento. Inflamação silenciosa, alterações metabólicas, sono inadequado, resistência insulínica, estresse crônico e até desequilíbrios intestinais podem impactar a saúde cerebral ao longo dos anos.


O cérebro pode adoecer silenciosamente por anos antes dos primeiros esquecimentos.


Muitos pacientes procuram ajuda apenas quando as falhas de memória começam a interferir na rotina. Porém, o cérebro frequentemente apresenta sinais silenciosos muito antes disso.


Dificuldade de concentração, fadiga mental, alterações do sono, ansiedade persistente, sensação de “mente lenta” e perda de clareza cognitiva podem estar relacionados a processos inflamatórios e metabólicos que merecem investigação individualizada.


Na medicina integrativa, o objetivo não é apenas observar sintomas isolados, mas compreender o organismo como um sistema conectado.






O que é a doença de Alzheimer?



A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa, caracterizada pela perda progressiva de memória, alterações cognitivas e comprometimento funcional ao longo do tempo.


Além das alterações cerebrais clássicas, como acúmulo de beta-amiloide e proteína tau, estudos também investigam fatores associados ao metabolismo cerebral, inflamação crônica, estresse oxidativo, alterações vasculares, sono inadequado e resistência insulínica cerebral.


O desenvolvimento da doença costuma ocorrer de maneira lenta e silenciosa, muitas vezes durante anos antes dos primeiros sintomas perceptíveis.


O cérebro pode começar a sofrer alterações muito antes das perdas de memória se tornarem evidentes.



Sinais que Podem Surgir Antes das Perdas de Memória

Nem toda alteração cognitiva significa Alzheimer. Porém, alguns sinais podem indicar necessidade de avaliação médica individualizada:

• esquecimentos frequentes

• dificuldade de concentração

• fadiga mental constante

• alterações do sono

• perda de interesse social

• ansiedade persistente

• sensação de mente “lenta”

• dificuldade para encontrar palavras

• redução da clareza mental

• alterações de humor


Em muitos casos, alterações metabólicas, inflamatórias e hormonais também podem contribuir para sintomas cognitivos semelhantes.



A Relação Entre Inflamação e Saúde Cerebral


A inflamação crônica de baixo grau vem sendo amplamente estudada como um possível fator associado ao envelhecimento cerebral e ao declínio cognitivo.


Processos inflamatórios persistentes podem influenciar:

  • comunicação neuronal

  • metabolismo cerebral

  • estresse oxidativo

  • função mitocondrial

  • barreira hematoencefálica


Diversos fatores do estilo de vida podem contribuir para esse cenário, incluindo:

  • privação de sono

  • sedentarismo

  • alimentação ultraprocessada

  • excesso de açúcar

  • estresse crônico

  • alterações intestinais


O cérebro também responde ao que acontece no intestino, no metabolismo, no sono e no estilo de vida.




O Intestino e o Alzheimer

O intestino participa da produção de neurotransmissores, da regulação imunológica e da comunicação com o sistema nervoso central através do chamado eixo intestino-cérebro.


Pesquisas recentes investigam como alterações da microbiota intestinal podem influenciar:

  • neuroinflamação

  • permeabilidade intestinal

  • metabolismo cerebral

  • resposta imunológica

  • comportamento e cognição


Embora ainda existam limitações científicas e muitos mecanismos continuem em investigação, a saúde intestinal tem despertado crescente interesse na medicina preventiva e integrativa.


A saúde cerebral pode começar muito antes do cérebro.





Sono: Recuperação Cerebral e Memória

Durante o sono, o cérebro realiza processos fundamentais de recuperação metabólica e consolidação da memória.


Alterações crônicas do sono podem estar associadas a:

  • pior desempenho cognitivo

  • aumento do estresse oxidativo

  • alterações hormonais

  • maior inflamação sistêmica

  • redução da clareza mental


Além da duração do sono, qualidade, regularidade e presença de despertares frequentes também merecem atenção clínica.




Abordagem Integrativa

Como a Medicina Integrativa Avalia a Saúde Cognitiva?


Na medicina integrativa, cada paciente é avaliado de maneira individualizada, considerando múltiplos fatores que podem influenciar a saúde cerebral ao longo do tempo.


A investigação pode incluir:

  • hábitos alimentares

  • qualidade do sono

  • níveis de estresse

  • saúde intestinal

  • atividade física

  • metabolismo glicêmico

  • marcadores inflamatórios

  • saúde hormonal

  • estilo de vida


O objetivo não é substituir tratamentos neurológicos convencionais, mas integrar estratégias baseadas em evidências dentro de uma visão mais ampla do organismo.




IMPORTANTE: Nenhuma abordagem isolada deve ser interpretada como prevenção garantida, tratamento definitivo ou cura para Alzheimer.








Hábitos Protetores

Diversos fatores do estilo de vida vêm sendo associados à preservação cognitiva e à saúde cerebral ao longo do envelhecimento.

• atividade física regular

• alimentação rica em vegetais e fibras

• controle metabólico

• estímulo cognitivo

• sono adequado

• redução do sedentarismo

• manejo do estresse

• conexão social

• controle cardiovascular

• redução do tabagismo e álcool excessivo


Pequenas mudanças repetidas diariamente podem impactar a saúde cerebral ao longo dos anos.


FAQ - Perguntas mais Frequentes

Perda de memória sempre significa Alzheimer?

Não. Alterações de memória podem estar associadas a diversos fatores, incluindo sono inadequado, ansiedade, estresse, alterações hormonais, deficiência nutricional, depressão e sobrecarga emocional.

O intestino pode influenciar o cérebro?

Pesquisas recentes tem revelado a relação entre microbiota intestinal, inflamação e sistema nervoso central através do eixo intestino-cérebro.

Inflamação pode impactar a cognição?

Estudos vêm avaliando como inflamação crônica de baixo grau pode influenciar metabolismo cerebral, estresse oxidativo e envelhecimento cognitivo.

Sono ruim pode afetar memória?

Sim. O sono participa da consolidação da memória e da recuperação metabólica cerebral.

Alimentação influencia saúde cerebral?

Padrões alimentares ricos em vegetais, fibras e alimentos minimamente processados vêm sendo associados à saúde metabólica e cerebral.


Sua saúde cerebral merece uma visão ampla e individualizada.

Cada organismo possui características metabólicas, inflamatórias e emocionais únicas. Uma avaliação integrativa pode ajudar a compreender fatores que impactam energia, cognição, sono, inflamação e qualidade de vida.







Abaixo mais sobre o Alzheimer: Estágios da doença e tratamentos

Estágios da doença

A evolução costuma ocorrer em três fases principais.

  • Fase 1 - Cognição normal: Quando seu familiar estiver na fase inicial, não terá quaisquer sintomas. Apenas um PET scan, um exame de imagem que mostra como o cérebro está funcionando, pode sugerir que a pessoa tenha a doença de Alzheimer.

  • Fase 2 - Declínio cognitivo muito leve - Você ainda pode não notar nada de errado no comportamento do seu familiar, mas ele pode estar apresentando pequenas alterações, coisas que até mesmo um médico às não identifica. Isso pode incluir esquecer um nome conhecido ou não lembrar onde colocou objetos familiares. Nessa fase, os sintomas de Alzheimer são sutis e não interferem com a sua capacidade de trabalhar ou viver de forma independente. Tenha em mente que esses sintomas podem não ser da doença de Alzheimer, mas simplesmente mudanças do envelhecimento.

  • Fase 3 - Declínio cognitivo leve - É nesse momento que você começa a notar mudanças no pensamento e raciocínio do seu familiar. Seguem alguns exemplos: Esquecer algo que acabou de ler; Fazer a mesma pergunta repetidamente; Perder-se em um passeio em lugar desconhecido; Ler um livro/texto e reter muito pouco; Perder ou colocar em local errado um objeto de valor; Ter cada vez mais dificuldade para fazer planos ou se organizar para uma atividade; Não conseguir lembrar de nomes de pessoas a quem é apresentado Você pode ajudar sendo a “memória” do seu familiar, certificando-se, por exemplo, de que ele pague as contas em dia.

  • Fase 4 - Declínio cognitivo moderado: Durante esse período, os problemas no pensamento e raciocínio percebidos na fase 3 se tornam mais óbvios e novas questões aparecem. Esquecer detalhes sobre si mesmo; Ter dificuldade para preencher um cheque; Ser incapaz de andar de transporte público desacompanhado ou dirigir próprio carro; Esquecer qual o mês/estação do ano que estamos; Ter dificuldade para cozinhar refeições ou até mesmo encomendar a partir de um menu. Quem acompanha essa pessoa pode ajudar nas tarefas cotidianas e na segurança. Certifique-se de que não está dirigindo mais e de que alguém não esteja tentando se aproveitar financeiramente.

  • Fase 5 - Declínio cognitivo moderadamente grave: Seu familiar não consegue sobreviver sem alguma assistência. Pode começar a perder o controle de onde está e qual é a hora. Pode ter dificuldade em lembrar seu endereço, número de telefone ou em que ano foi para a escola. Poderia ficar confuso sobre que tipo de roupa vestir para o dia ou estação do ano. Você pode ajudar escolhendo as roupas a serem vestidas pelo seu familiar, fornecendo as peças na ordem do vestir. Se ele repete a mesma pergunta, responda com uma voz tranquilizadora. O interesse não é tanto pela pergunta, mas mais pela reafirmação de que você está presente, garantindo sua segurança. Mesmo que seu familiar não se lembre de fatos e detalhes, ele ainda pode ser capaz de contar uma história. Convide-o a usar a imaginação nesses momentos.

  • Fase 6 - Declínio cognitivo grave - Como avanços de Alzheimer, o seu familiar pode reconhecer rostos, mas esquecer nomes. Também pode confundir uma pessoa com outra pensando que sua esposa é sua mãe. Delírios são frequentes, como pensar que precisa ir para o trabalho, mesmo que ele não tenha mais um trabalho. Nessa fase, a pessoa depende inteiramente de um cuidador para sobreviver. Talvez seja necessário ajudá-lo a ir ao banheiro. A incontinência esfincteriana é frequente. Se o momento for difícil de falar, você ainda pode se conectar com a pessoa por meio dos sentidos. Muitas pessoas com Alzheimer têm momentos agradáveis apreciando boa música, olhando fotos antigas ou escutando uma história.

  • Fase 7 - Declínio cognitivo muito grave: As habilidades básicas de vida diária como comer e caminhar são comprometidas durante esse período. Você pode ficar envolvido alimentando seu familiar, fazendo companhia cantando, rezando ou contando histórias.



Tratamento farmacológico atual

Os medicamentos disponíveis não curam a doença, mas podem retardar a progressão dos sintomas. Principais classes:

  • inibidores da acetilcolinesterase

  • memantina

  • Novas terapias em investigação: Embora promissoras, muitas dessas abordagens ainda estão em avaliação clínica:

    • anticorpos monoclonais anti-beta-amiloide (em contextos específicos), como recentemente aprovado em 2025, o Lecanemabe (Leqembi), um anticorpo monoclonal que reduz o declínio cognitivo ao remover a proteína beta-amiloide do cérebro, para fase inicial.

    • modulação da proteína tau

    • terapia metabólica cerebral

    • intervenções anti-inflamatórias

    • estimulação cerebral não invasiva


O uso deve ser individualizado conforme estágio da doença e perfil do paciente. Esses tratamentos apresentam benefícios modestos, porém relevantes na preservação funcional.


Tratamento complementar com Fitoterapia e suplementos

Huperzine A - 200 mcg 

A Huperzine A é um produto natural obtido da planta Huperzia serrata, utilizada na medicina tradicional chinesa, há séculos, para o auxilio no tratamento da demência, febre e inflamação. É indicada para auxílio da melhora do desempenho da memória, da concentração e do aprendizado.

Através da inibição da degradação da acetilcolina (importante neurotransmissor produzido no sistema nervoso central), a Huperzine A auxilia no aumento da capacidade de memorização que é diminuída com o envelhecimento; tem ação neuroprotetora, protegendo os neurônios e estimula o bom funcionamento cerebral. 

“A Huperzine A é indicada para auxiliar a melhora do desempenho da memória, da concentração e do aprendizado”.


Ginseng Coreano - 300mg

O Ginseng Coreano (Panax ginseng) é uma planta medicinal originária da China, utilizada na medicina tradicional como estimulante e gerador de vitalidade, sendo conhecido como elixir da longa vida. 

Benefícios do Ginseng Coreano: 

  • Estímulo do sistema imunológico, prevenindo gripes e resfriados; 

  • Ação sobre o sistema nervoso central, estimulando a memória, a aprendizagem e a saúde mental;  

  • Aumento da resistência muscular e do vigor, sendo indicado para fadiga física e mental;

  • Aumento da resposta do corpo ao estresse;

  • Ação antioxidante e anti-inflamatória. 

“O Ginseng Coreano é uma planta medicinal utilizada como estimulante físico e mental”.


Ginkgo Biloba 120 mg

Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore considerada um fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 200 milhões de anos. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às explosões atômicas no Japão.

Acredita-se que o Ginkgo seja um nootrópico, sendo usado principalmente como intensificador de memória, de atenção e contra vertigem. Porém estudos mostram que ela não reduz a incidência de demência de quaisquer causas ou de Alzheimer em adultos, de 75 anos ou mais.


Canabidiol no Alzheimer

O uso de canabidiol (CBD) associado ao tetrahidrocanabinol (THC) tem sido investigado como estratégia complementar no manejo de sintomas neuropsiquiátricos da doença de Alzheimer, especialmente agitação, ansiedade, distúrbios do sono, agressividade e alterações comportamentais associadas à demência. Estudos pré-clínicos sugerem que os canabinoides podem atuar na modulação da neuroinflamação, redução do estresse oxidativo, regulação da excitotoxicidade glutamatérgica e proteção sináptica, mecanismos potencialmente relevantes na fisiopatologia da doença. Ensaios clínicos iniciais indicam melhora de sintomas comportamentais em alguns pacientes com demência moderada a grave, sobretudo quando formulações com pequenas quantidades de THC são combinadas ao CBD, embora os resultados ainda sejam heterogêneos e dependam da dose, formulação e perfil do paciente.

Apesar do potencial terapêutico, o uso de canabinoides no Alzheimer deve ser criteriosamente individualizado e supervisionado por médico habilitado, especialmente devido aos possíveis efeitos adversos relacionados ao THC, como sedação excessiva, hipotensão ortostática, confusão transitória e risco aumentado de quedas em idosos frágeis. Atualmente, a principal indicação clínica respaldada por evidências moderadas refere-se ao controle de sintomas comportamentais resistentes ao tratamento convencional, e não à modificação da progressão da doença. Assim, o canabidiol associado ao THC pode ser considerado uma abordagem complementar dentro de um plano terapêutico integrativo, particularmente quando estratégias farmacológicas tradicionais não apresentam resposta adequada ou causam efeitos colaterais limitantes.


Bacopa Monnieri - 500 mg

A Bacopa Monnieri é uma planta medicinal indicada na melhora do desempenho mental, potencializando a memória, a aprendizagem e a concentração. 

Estimula o crescimento das células neuronais e a regeneração do tecido cerebral, protege os neurônios e aumenta a velocidade dos processos neuronais que envolvem o processamento e a retenção de informações. 

Apresenta propriedade antioxidante, inibindo a morte das células; propriedade anti-inflamatória; ansiolítica (redução da ansiedade) e antidepressiva. 

Dessa forma, a Bacopa Monnieri: 

  • Auxilia o processo de aprendizagem;

  • Ajuda na capacidade de memorização;

  • Mais concentração; 

  • Reduz a fadiga e o estresse mental; 

  • Auxilia no desempenho em multitarefas. 


Fosfatidilcolina 420mg

Fosfatidilcolina é um fosfolipídio natural de massa igual à 780g/mol. Ele possui polaridade, visto que possui, por um lado, duas cadeias hidrocarbônicas longas, sendo uma saturada e outra insaturada, redundando em sua porção hidrofóbica, apolar. E de outra parte, um colesterol, um grupo fosfato e uma colina formam sua porção hidrofílica, polar.


Trata-se do principal componente da estrutura basilar das membranas biológicas, como exemplo, a membrana celular, os lipossomas, as apolipoproteínas, entre outras. 


Fosfatidilserina 200mg 3x/dia

A fosfatidilserina é um componente fosfolipídico, normalmente mantido no folheto interno, o lado citosólico, das membranas celulares, por uma enzima denominada translocase aminofosfolipideo ATP. Quando uma célula passa por morte por apoptose, a fosfatidilserina não está mais restrita ao lado citosólico da membrana, mas torna-se exposta na superfície da célula.

Em 2003, a Food and Drug Administration dos EUA declarou: "com base na avaliação da totalidade das evidências científicas disponíveis ao público, a agência concluiu que não há consenso significativo entre os experts de que exista uma relação entre fosfatidilserina e a redução do risco de demência ou disfunção cognitiva. " A FDA também declarou que "dos 10 estudos que formaram a base da avaliação da FDA, todos eram muito embrionários e limitados na sua confiabilidade de uma ou mais formas.”

Estudos preliminares indicam que a suplementação de PS pode ser benéfica para crianças com déficit de atenção e hiperatividade.


Outros suplementos com potencial neuroprotetor e evidência científica em Alzheimer

Além dos compostos já citados, alguns suplementos têm sido investigados como adjuvantes na prevenção do declínio cognitivo e na modulação de mecanismos fisiopatológicos associados à doença de Alzheimer. Entre os mais estudados estão os ácidos graxos ômega-3 (especialmente DHA), relacionados à integridade da membrana neuronal e redução da neuroinflamação; a coenzima Q10, com possível ação sobre estresse oxidativo e função mitocondrial; a curcumina, com propriedades anti-inflamatórias e moduladoras da proteína beta-amiloide; e o resveratrol, associado à regulação metabólica e vascular cerebral. Apesar de resultados promissores em modelos experimentais e alguns ensaios clínicos, a evidência ainda é heterogênea e não permite recomendação universal como tratamento isolado, devendo seu uso ser individualizado conforme perfil clínico e risco metabólico.


Vitamina B12 e função cognitiva

A vitamina B12 (cobalamina) desempenha papel essencial na manutenção da mielina, na síntese de neurotransmissores e na redução da homocisteína plasmática — marcador associado ao aumento do risco de declínio cognitivo e demência.


Deficiências subclínicas são relativamente comuns em idosos, especialmente em pacientes com gastrite atrófica, uso prolongado de inibidores de bomba de prótons, metformina ou dietas restritivas. Na investigação inicial do Alzheimer deve ser obrigatória sua dosagem.


Estudos observacionais mostram associação consistente entre níveis baixos de B12 e pior desempenho cognitivo, embora a suplementação apresente maior benefício quando realizada precocemente e em indivíduos com deficiência documentada. Assim, a avaliação laboratorial da vitamina B12 integra a investigação padrão de comprometimento cognitivo potencialmente reversível.




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